sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Inconscientemente



- Cansei-me.
- De quê?
- Do que era.
- Temes a exaustão do que serás?
- Nunca
- Então porquê?
- Quando traço mal o meu caminho, oriento-me sem rumo.
- Então, que fazes?
- Recolho-me, afasto-me e volto a casa.
- E...?
- Usando um renovado mapa mental, recomeço a caminhar.
- Demasiado ermo...
- Podes contar contigo próprio, sempre. É essa a norma, se recorreres á excepeção podes contar com os outros.
- Quem são os outros?
- Por vezes o piso é falso, nao sabemos quando tempo perduram nem porque permanecem.
- Eles desorganizam-te?
- Podes colorir a tua vida, mas se juntas muitas cores, tens uma vida em branco, o prisma ensina-nos isso...
- E isso é mau?
- È um risco
- Devo evitalo?
- Deves absorvê-lo
- Pensei que era bom ter todas todas as cores, porque não posso ter todas as cores?
- È fundamental que muita sapiência para a homonogeneidade do policromático distinguir a heterogenidade do monocromatico.
Recorda-te disto, sempre.
- Ganho alguma coisa com isso?
- Sê feliz por saberes que nao perdes nada em fazer o que te digo.
- Quero e vou arriscar.
- Faça-se a tua vontade
- Não me vais impedir?
- Não... Só mais uma coisa
- Devo apontar?
- Sim, com o teu traço mnésico. Serás bestial e poderás vir a ser besta. Quando te sentires que falhaste, repensa, renasce, lembra-te tu és o arquitecto, engenheiro e empreiteiro de ti mesmo.
- Quem és?
- Inconscientemente TU

Rik

4 comentários:

  1. Sou de poucas palavras, e diálogos assim deixam-me com ainda menos... ;) ... Gosto! **

    ResponderEliminar
  2. Patricia
    Fico contente que tenhas gostado ^^
    Beijo

    ResponderEliminar